Partilha de atividades, materiais, experiências, opiniões e muito mais sobre a educação de infância. Para educadores, formadores e pais. Disponível materiais sobre formações na área

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Jul 14

  1. Fichas de Registo das Atividades para o Portfólio - 386

  2. Grelha de Avaliação “Schedule of Growing Skills II” - 301

  3. Página inicial - 97

  4. Artigo “Qual o sabor da Lua?”: Uma experiência de envolvimento da criança, da família e da educadora de infância - 71

  5. Questionário à Família_Portfólio - 40

  6. Portfólio Criança_Técnica do Guardanapo - 39

  7. CANÇÃO DE OUTONO: "1,2,3 Caiu uma folhinha" - 37

  8. Powerpoint Processo de Nutrição e Alimentação - Modulo 3289 AE - 32

  9. /tag/portfólio+da+criança - 24

  10. Separadores para o Portfólio_Áreas Pré-Escolar - 23

publicado por obaudoeducador às 23:14

FICHAS DE ANAMNESE:

Anamnese_1.pdf

Anamnese_2.pdf

Anamnese_3.pdf

 

As fichas de anamnese consistem numa entrevista com o familiar mais próximo (de preferência a mãe) do aluno  que se encontra sobre avaliação, com vista a recolher dados sobre a sua história clínica, familiar e até escolar. É uma das ferramentas mais importantes durante o processo de avaliação, quer na Intervenção Precoce quer na Educação Especial, a inserir no Processo Individual do Aluno.

Permite recolher informações que nos ajudam a elaborar os documentos necessários para os alunos da Intervenção Precoce (o Plano Individual de Intervenção Precoce) e também da Educação Especial (Relatório Técnico-Pedagógico e Programa Educativo Individual).

 

publicado por obaudoeducador às 21:48

 

AS FAMÍLIAS DE CRIANÇAS ESPECIAIS: COMO AJUDÁ-LAS NO “LUTO”?

 

Acontecimentos como o nascimento, o divórcio e a morte afetam significativamente o ciclo vital de uma família. Porém, um dos factos que terá um efeito profundo neste ciclo é, sem dúvida, o nascimento de uma criança especial.

O ciclo de vida familiar pode ser conceptualizado como uma progressão de estádios de desenvolvimento. Sempre que se verifica uma transição de estádios, o “stress” emocional que envolve as famílias tende a aumentar substancialmente. Este aumento será manifestamente maior quando no seu seio vive uma criança diferente.

É logo cedo no período da infância, que são diagnosticadas algumas precocidades, dificuldades de aprendizagem e até deficiências que afetam o normal desenvolvimento da criança.

Porém, sabemos que os primeiros anos de vida constituem um período crucial para o desenvolvimento da criança. É no ninho ainda quente que o passarinho aprende o canto das aves, ouvindo o chilrear da mãe-pássaro.

Aquando o diagnóstico de um filho diferente, o “choro” dos pais inibe o “canto” feliz que existia no “ninho” da família. Por sua vez, a ausência desse “canto” ao ouvido da criança irá inibir o seu próprio “canto” e, consequentemente, todo o seu desenvolvimento poderá ser afetado.

Acredito, porém, que é possível devolver ao “ninho” o “canto” do passarinho! Que é possível ajudar os pais a enfrentar o “luto”, disponibilizando-lhes recursos humanos e materiais que possam ajudar a diminuir gradualmente o seu sofrimento e a olhar com alegria o seu filho, para que este não passe demasiado tempo sem ouvir o seu “canto”.

Na nossa experiência docente é comum ouvirmos pais interrogarem-se “Porquê a mim?” ou, até mesmo, “Onde é que eu falhei?”. Muito embora tentemos, através de uma palavra amiga e de conforto, minimizar tais sentimentos de culpa, por considerarmos ser também esse o nosso papel como educadores, constatamos, porém, que a angústia dos pais é superior e não desaparece à primeira vista.

Considerando que a família é o primeiro agente de socialização da criança, o ambiente sentido em casa é absorvido pelo filho diferente. Assim como a cria da mãe-pássaro aprende a cantar ouvindo o “canto” no seu ninho e aprende a comer e a exercitar o seu voo com a ajuda e o exemplo dos seus progenitores, também a criança necessita de ver um sorriso, escutar as palavras doces da mãe e de embevecer-se com as brincadeiras e o carinho dos seus pais.

Sendo assim, é necessário ajudar estes pais a vivenciar o luto, pois só a partir do apoio às famílias poderemos fazer chegar a nossa ajuda às crianças com as quais trabalhamos.

Durante a fase inicial de negação do processo de luto é comum os pais não aceitarem as diferenças do filho. Na nossa experiência profissional deparamo-nos com algumas situações difíceis de pais que diariamente negam o diagnóstico que lhes foi apresentado, chegando por vezes a mostrar atitudes de rejeição da ajuda dos profissionais e amigos. Existem outros que, ao mesmo tempo que negam constantemente as diferenças dos filhos questionam e testam até ao limite a nossa capacidade de resposta, parecendo querer encontrar em nós uma espécie de fuga ou simplesmente um “muro” onde possam depositar as suas lamentações. Nesta recusa incessante dos pais perante a diferença dos filhos, manifestada muitas vezes através de sentimentos de revolta, acabamos por encontrar muitas vezes um pedido indireto de ajuda. 

É nos primeiros anos do percurso escolar da criança que ocorre a fase de diagnóstico de uma necessidade educativa especial (NEE) ou da sua eventual suspeita, que necessite de uma avaliação mais aprimorada para ser confirmada ou não. É, portanto, aqui que deve começar o apoio ao “luto” das famílias, pois é nesse momento crucial que as famílias são confrontadas com a realidade de terem um filho diferente daquele que idealizaram.

Apesar de não podermos apagar a sua dor inicial, creio que é possível como professores e educadores ajudar estes pais a suportá-la! Ouvindo-os… dando uma palavra de consolo, de apoio e de carinho e, até, um ombro amigo onde possam libertar as suas angústias.

É também na altura em que os pais se confrontam com o diagnóstico de um filho especial que surge uma quantidade infinita de dúvidas. Embora não nos seja possível responder a todos, podemos contudo assumir uma atitude apaziguadora, tranquilizando os pais de que irão ter todo o nosso apoio e “todo o tempo do mundo” para colocarem as questões e receberem as respostas possíveis aos seus anseios. Devemos, acima de tudo, transmitir alguma segurança, garantindo que iremos acompanhar a família e estar presente ao longo da difícil caminhada que se avizinha.

Normalmente os pais sentirão necessidade de conhecer as limitações dos filhos, procurando informação que lhes permita saber mais sobre as suas diferenças. É neste campo que os docentes da Intervenção Precoce e da Educação Especial poderão ter um papel ativo, disponibilizando às famílias informação e recursos que permitam aos seus elementos compreender esse universo tão desconhecido e diferente. Desta forma estarão a ajudar os pais a conhecer melhor os seus filhos e a compreender o seu mundo… a aceitar as diferenças e a fazer o luto.

Será, ainda, fundamental e prioritário intervir no sentido de reestabelecer laços de afetividade entre a criança e os pais, que possam ter sido perdidos. A vinculação, a comunicação e a interação constituem “ingredientes” fundamentais ao desenvolvimento dos processos de identidade, de auto-confiança e de auto-estima da criança. Por sua vez, a ausência de tais fatores relacionais poderá provocar danos irreversíveis no desenvolvimento da criança.

Há que ter em atenção que o luto vivido pelas famílias pode condicionar o desempenho da criança, se as atitudes, os relacionamentos e o apoio dos familiares funcionarem como uma barreira.

É nosso dever, sobretudo daqueles que trabalham na Intervenção Precoce e na Educação Especial, transmitir expetativas positivas face às crianças especiais. Desta forma estamos a ajudar os pais a acreditar novamente nas capacidades dos filhos e a criarem novas expetativas, que possa substituir as que foram abandonadas com a perda do “filho idealizado”.

As crianças que não ouvirem o “canto” dos seus progenitores numa idade muito precoce dificilmente poderão entender o seu significado e reproduzir o “canto” feliz de um passarinho. Todos temos um papel importante e de responsabilidade no apoio às famílias em luto! A nossa ajuda poderá fazer a diferença na vida da criança, entre o voltar ou não a ouvir a melodia do seu “ninho”.

Autora: Maria de Fátima C. Pires Gomes 

23-7-2014

 

publicado por obaudoeducador às 13:24

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